Vigília / Vigil

Peça-teatral / Play – 2011

VIGÍLIA (English below)

Um homem compartilha com seu interlocutor, o público, seu dilema: faz alguns anos que não dorme. O texto é narrado em primeira pessoa e no presente. O INSONE – no limite da exaustão – compartilha, ao mesmo tempo em que vive, seu dilema. Provoca-se, assim, uma suspensão no tempo: confuso pelo transe-cansaço da insônia, vaga pela grande cidade sem nome, em ruas desconhecidas, construções abandonadas, prédios diversos, ruas diversas, luzes diversas. O espaço se dissolve em suspensão enigmática: importa pouco onde está e sim a vertigem- insone. Qualquer lugar é um entreposto entre o sono e a vigília.

A aparente (con)fusão de espaço-tempo no texto é a pedra de toque para a construção de uma narrativa sobretudo espacial: os “ondes” são tomados como “quandos”; os “quandos” em movimento contínuo – com espaços de suspensão – e o movimento por entre o tempo-espaço como condutor. Tal espécie de narrativa sugere que nos debrucemos sobre outras dramaturgias. Quatro narradores e pontos de vista convivendo com outras formas de narrar: o corpo, o espaço e sua transitoriedade, o tempo e sua suspensão.  O texto transforma-se numa cartografia tridimensional que dá suporte à CENA IMPROVISADA e o espaço cênico numa instalação, onde essas narrativas diversas ocorrem simultaneamente. Os atores/personagens/narradores-de-si livres para dançar por entre a fábula, criando uma cronologia espacial, fundando uma topologia de tempo. A cada apresentação, uma nova-mesma “Vigília”. Os atores-dançarinos jogam com o texto de Cássio Pires e constroem a fábula – agora caleidoscópica – em tempo real

VIGIL

A man shares with his interlocutor, the public, his dilemma: he has not slept for some years. The text is narrated in the first person and in the present. The restless man – at the limit of exhaustion – shares, at the same time that it lives, its dilemma. This causes a suspension in time: confused by the trance-fatigue of insomnia, wandering the great unnamed city, through unknown streets, abandoned buildings, various buildings, different streets, different lights. Space dissolves into enigmatic suspension: it matters little where it is, but rather the insomniac vertigo. Any place is a warehouse between sleep and wakefulness.

In the staging conceived and directed by the pair Ana Roxo and Mariana Vaz, the text becomes a three-dimensional cartography that supports the IMPROVISED SCENE and the scenic space in an installation, where these diverse narratives occur simultaneously. The actors / characters / self-narrators are free to dance through the fable, creating a spatial chronology, founding a topology of time. At each presentation, a new “Vigil”. The actors-dancers play with the text and build the fable – now kaleidoscopic – in real time.

2012

1 session – Espaço “Pés no Chão” – Ilha Bela (SP/BR) – 4’Mar

2 sessions – Teatro Municipal – Araraquara (SP/BR )– 12 and 13’Feb

1 session – Forte – Bertioga(SP/BR) – 23’Jan

2 sessions – SESC Santo André – Santo André (SP) – 15 and 16’Jan

2011

2 sessions – ELT Santo André – Santo André (SP) – 13 e 14’Dec

 

PRÊMIOS E FOMENTOS/ Awards and Incentives

PROAC 02 – Prêmio de apoio à Criação de espetáculo de teatro  Award of support for Creation of Theater 2011

Texto TextCássio Pires Direção Direction: Ana Roxo e Mariana Vaz Assistente de Direção Assistant Director Lilian Ganzerla Com With Ana Roxo, Fernando Domenico , Pedro Stempniewski e Rafael Augusto  Lights and Scenario Cristina Souto Vídeos Mariana Vaz e Patrícia Davanzzo Preparação corporal Body Training Mariana Vaz  Produção Production VIGíLIA

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