JARDIM DE VESTÍGIOS / Garden of Remains

Performance e Intervenção Urbana /  Performance and Urban Interevention| 2010

JARDIM DE VESTÍGIOS (English below)

Emerge do flanar, perambular… Andar ociosamente, sem sentido certo e experimentar a(s) cidade(s) em outro ritmo, com outros olhos. Vagueando, pode-se descobrir outra(s) cidade(s). A intervenção é uma reflexão sobre o tempo, a espera, os ciclos morte-vida-morte e a potência de transformação (degeneração – regeneração); possibilidades de coletar-se, fiar-se, tecer-se – individual e coletivamente.

GARDEN OF REMAINS

Emerge from the flanar, wander … Walk idly, no right sense  and try the city (s) at another pace, with other eyes. By wandering, you can discover other city (s). The intervention is a reflection on time, waiting, death-life-death cycles and the power of transformation (degeneration – regeneration); possibilities of collecting, spinning, weaving – individually and collectively.

Prêmios e Fomentos / Awards and Incentives

IX Edição do Fomento à Dança para a cidade de São Paulo –  “JARDINS” – núcleo TRÍADE

 

Concepção e Direção /  Idea and Direction: Mariana Vaz |Perfomers: Adriana Macul, Flávia Mellman, Larissa Salgado, Mariana Vaz e Mirella Marino

Pela Janela / Through the window

Videoinstalação e performance Video-instalation and Performance | 2010

PELA JANELA (English below)

Pela janela, a espreita, a espera, a vida besta, o marasmo,,,, Assiste-se a vida passar, o movimento em ritmo lento… Outra cidade. Desafia-se o fazer e cria-se espaço para as memórias, degenerescências, cicatrizes e sombras, atemporais. Pela janela, vestígios e jardins, rastros de outros ritmos.

Máquinas pensam em janelas, que ironia!

Alguém poderia esconder-se do tempo e assisti-lo agindo, em pequenas mortes e renascimentos? Existe algo atrás do tempo? Como apreender o tempo , se não pode ser prendido? Meses, dias, anos, que passam em numerais, são suficientes para contá-los, acumulá-los e percebê-los?

Pela janela, atrás do tempo, almas cansadas respiram, decantam, meditam. Buraco no tempo: relatividade de subsistência emocional. A videoinstalação configura-se como espaço para os vestigios, degenerescências, cicatrizes e reminiscências, atemporais

THROUGH THE WINDOW

Through the window, the lurking, the waiting, the beast life, the marasmus ,,,, Life passes, the movement at a slow pace … Another city. The challenge is to make and create space for memories, degenerations, scars and shadows, timeless. Through the window, vestiges and gardens, traces of other rhythms.

Machines moves through windows, what an irony!

Could anyone hide from the time and watch it acting, in small deaths and rebirths? Is there something behind time? How to seize the time, if it can not be arrested? Are months, days, years, that pass in numerals, enough to count them, to accumulate them and to perceive them?

Through the window, behind time, tired souls breathe, decante, meditate. A hole in time: relativity of emotional subsistence. The video installation is configured as a space for vestiges, degenerations, scars and reminiscences, timeless

Ideia, Direção e Vídeos / Idea, Direction, Videos: Mariana Vaz

Performance: Mariana Vaz e Mirella Marino

As minhas tuas lágrimas / My your tears

Espetáculo-Instalação / Performance and Installation – 2009

Núcleo Fronteiras

AS MINHAS TUAS LÁGRIMAS (English below)

Espetáculo-instalação multimeios. Uma casa onírica, habitada por um homem e uma mulher. Morada das memórias DELE; jardim de vestígios DELA. Zona de exposição, conforto e confronto: revelando-se, desvelando-se.

Nasce do desejo de construir/criar/experimentar uma linguagem cênica híbrida, fundada no diálogo entre artes visuais-dança-poesia e nutrida pelo risco da cena-viva. Emerge de trabalhos individuais autobiográficos – vídeopoemas e poesias – dos autores-intérpretes e da busca por uma linguagem cênica – alicerçada na poesia da dança do Contato Improvisação e do Movimento-Imagem – que possa unir criações individuais.

MY YOUR TEARS

Performance-installation multimedia that arises form friendships and old partnerships and ended up generating a common artistic proces, founded on the dialogue between visual arts-dance-poetry and nourished by the risk of living performance. It emerges from autobiographical pieces – in video and poetry – from the authors and the search for a performative path that could bring these individual paths together.

An oneiric house, inhabited by a man and a woman, residency of HIS memories; garden of HER traces. Zone of comfort and confrontation: unveiling itself, revealing itself. Debuted at Bienal Sesc de Dança 2009.

2009

2 sessions – Bienal Sesc de Dança , Santos (SP ) – Nov

2010

2 sessions – Sesc Pompeia – Projeto Outros Passos – São Paulo (SP) – April

5 sessions – Semanas de Dança – Centro Cultural São Paulo – June

4 sessions – Galeria Olido – São Paulo , SP – July

Concepção, interpretação, vídeos e poesias: Mariana Vaz de Camargo e Tomás Rezende  Direção: Gisele Calazans Instalação: José Silveira, Mariana Vaz de Camargo e Tomás Rezende Trilha Sonora Original: Cláudia Dorei (sobre poesias de Mariana Vaz e Tomás Rezende)  Criação de Luz: Gisele Calazans e José Silveira | Assistência de Direção: Larissa Salgado Produção: Núcleo Fronteiras, Dora Leão e PAROLE | Um projeto do Núcleo Fronteiras

Conception, interpretation, videos and poetry: Mariana Vaz de Camargo and Tomás Rezende Directed by: Gisele Calazans Installation: José Silveira, Mariana Camargo and Tomás Rezende Original Soundtrack: Cláudia Dorei, from poems by Mariana Vaz de Camargo and Tomás Rezende. Creation of Light: Gisele Calazans and José Silveira Assistant Director: Larissa Salgado Production: Núcleo Fronteiras, Dora Leão and PAROLE Production and Creation

 

O mordomo do Martinelli / Martinelli’s Butler

Curta-metragem HD / Short-film HD – 2016

Brasil , 2016 |  NTSC | 5.1 e 2.0 | 16′

O mordomo do Martinelli (English below)

Um retrato ficcional  do ex-mordomo do  construtor do icônico Edifício  Martinelli, o primeiro arranha-céu da América do Sul. O mordomo mudara para o prédio, localizado no centro de São Paulo em 1929, para acompanhar o patrão e seguira morando no edifício por quase 80 anos. Seu tempo livre era dedicado a fotografar e a filmar o prédio e o centro da cidade. A partir das imagens realizadas pelo centenário fotógrafo, conta-se a história do autor e de um pedaço da cidade.

Martinelli’s Butler

In 1929,Mr Martinelli built in Sao Paulo downtown the first Latin American skyscraper. The film is a fake portrait of Mr. Marttinelli’s butler, an amateur photographer and filmmaker whose favourite subject for 80 years was the skyscraper and its surroundings.

EDITAIS E PRÊMIOS / AWARDS AND INCENTIVES

Edital para Produção de Obras Audiovisuais – Secretaria da Cultura/ Audiovisual Co-sponsorship of the São Paulo Cultural Bureau 2014.

FICHA TÉCNICA

Com: Simone Mazzer | Direção e Roteiro: Mariana Vaz | Direção de Fotografia: Gui Mohallem | Montagem: Manoela Ziggatti | Colaboração de roteiro: Renata Druck e Gui Mohallem | Direção de Arte – Mariana Vaz e Gui Mohallem | Produção de Objetos: Suiá Ferlauto | Design créditos e cartaz – Julio Dui | Som Direto: Gabriela Cunha | Fotografia Adicional: Ana Maria Ferreira, Benedito Rodrigues, Brunette J.de Mello, Bruno Rezende, Cleuza A. dos Santos ,Danilo P. Pereira, Eliana Prado, Linda Borges, Evany Barbosa, Irene Vanâncio , Jefferson Barbosa, Júlia Joana Freitas, Lina Cristina, Lolita Nagano, Luiz R. de Souza, Maria Dias de Lima, Mariana Vaz, Maria Neusa de Souza, Mario Omura, Nilza G. Lapa, Rodrigo Lavorato, Rosa Suzana da Silva, Selma Dupont | Câmera Adicional : Diego Garcia | Edição de Som e Mixagem – Pedro Noyzman | Colorização e Finalização – Bruno Rezende | Pesquisa: Mônica Medici | Assessoria Jurídica – Gilberto Falcão e Aldeídes Batista | Produção Executiva: Mariana Vaz Renata Druck

QTL – Quanto tempo leva

Quanto tempo leva um coração para descongelar? | curta-metragem HD – 2011

How long does it take for a heart to unfreeze? | short-film – HD

Brasil – 2011 – COR – 16 min

Quanto tempo leva um coração para descongelar? (English below)

ELA acordara desassossegada. Acompanhamos sua jornada em busca das entranhas. Sai às compras: até órgãos podem ser adquiridos no supermercado. Do congelador do mercado ao doméstico: coração na geladeira apodrece. Um ritual de descongelamento em forma de ficção.

How long does it take for a heart to unfreeze?

SHE woke up uneasily. We follow her journey in search of her innards. SHE goes shopping: even organs can be bought at the supermarket. From the supermarket’s freezer to the domestic’s: heart in the refrigerator rots. Fiction as an unfreezing ritual

EDITAIS E PRÊMIOS / AWARDS AND INCENTIVES 

Co-patrocínio para Primeiras Obras  da Prefeitura Municipal de São Paulo / Co-sponsorship Prize for First Works of the Municipal Secretary of Culture 2010

EXIBIÇÃO / SCREENING

Rio de Janeiro International Short Films Festival – 12 to 15’ Nov 2011

FICHA TÉCNICA com: Larissa Salgado | Roteiro, Produção e Direção: Mariana Vaz | Edição: Silvia Hayash | Direção de Fotografia : Janice d’Ávila | Direção de Arte: José Silveira | Edição: Silvia Hayashi | Som e Trilha Sonora: Natalia Mallo | Preparação da atriz: Adriana Macul | Realização: Parole Produção e Criação

QTL – Quanto tempo leva

Quanto tempo leva um coração para descongelar? | Videoinstalação – 2011

How long does it take for a heart to unfreeze? | Video-installation 

Quanto tempo leva um coração para descongelar? (English below)

Videoinstalação realizada a partir do material bruto que também originou o curta-metragem homônimo. No filme, ELA acordara desassossegada, pensando em vísceras. Acompanhamos sua jornada em busca das entranhas: um ritual de descongelamento em forma de ficção. Para a videoinstalação, construímos um ambiente de azulejos brancos – híbrido de cozinha e banheiro – asséptico, inorgânico, frio. Nos azulejos, pequenos inserções de desenhos: corpos femininos nus, órgãos em uma escala mínima. A instalação foi realizada “de portas-abertas”: os freqüentadores do CCJ – Centro Cultural da Juventude puderam testemunhar o processo de construção da instalação.

How long does it take for a heart to unfreeze?

A white tile environment – hybrid of kitchen and bathroom – aseptic, inorganic and cold. It’s an intimate environment that can host few people simultaneously, where sets three projection focuses (one projector and two 7 “TVs). In the film, she wakes up restless. We follow her journey in search of the innards n the tiles, small drawings of naked female bodies tracing living bodies, as a rock painting of the soul. The video-installation was build up in an open-process and could be, daily, followed up by the public. So, the artistic process can be witnessed as daily work and ceases to have a “celebrated aura”. On the outer surface of the installation, a printed copy of the process daybook was accessible, as well as in the website http:// quantotempoleva.wordpress.com/.

EXPOSIÇÃO / EXHIBITION

Centro Cultural da Juventude (São Paulo, BR ) – maio/2011

EDITAIS E PRÊMIOS / AWARDS AND INCENTIVES

Edital de Co-patrocínio para Primeiras Obras da Prefeitura Municipal de São Paulo /      Co-sponsorship Prize for First Works of the Municipal Secretary of Culture 2010

Concepção, direção e produção Mariana Vaz  Conception, Direction and production

Instalação Mariana Vaz e Mirela Marino Installation

Arquitetura e cenografia José Silveira Architecture and Scenography

Direção de Fotografia Janice d’Ávila Photography Direction

Sonorização Natalia Mallo Sound Design

Desenhos Mirela Marino Drawings

Atriz Larissa Salgado Actress

 

VOU VOLTAR / I’m coming back

Residências Artísticas + Exposição / Artistic Residences in Territory + Exhibition 

Acesse o site do projeto AQUI – HERE  access the project site  – 2015

VOU VOLTAR (English below)

O imaginário das relações entre o Nordeste e o Sudeste brasileiro é povoado pelas histórias das migrações dos nordestinos para o sul em busca de melhores condições de vida, salários e empregos, contada e recontada pelo cinema e pela literatura, em filmes e livros de gêneros e qualidades diversas. Contudo, os dados da PNAD 2012 afirmam que, na década passada, o saldo de migração entre essas regiões do país foi quase nulo. O Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, mas os desafios a serem enfrentados nas próximas décadas para transformar e superar essa realidade mudaram nos últimos anos. Economistas, demógrafos e cientistas sociais falam de números, conjuntura e estrutura. Não caberia às artes adicionar novo substrato de imaginários, narrativas e formas de vida a essa discussão tão essencial?

Com o projeto “Vou Voltar” investigamos e registramos os movimentos de idas e vindas entre o sertão nordestino e a capital paulista. Perseguimos o deslocamento espacial e cultural nas suas dimensões subjetiva e objetiva. Abrimos nossos ouvidos aos sujeitos e às suas narrativas sobre idas e voltas próprias, de parentes, de amigos. Também descobrimos os lugares (e as condições materiais) que envolvem o ir e vir: de onde saíram, para onde pretendem retornar e o “novo” local de morada. A urbanização das cidades sertanejas, bem como a ampliação do universo de consumo nessas localidades certamente merecem destaque.

VOU VOLTAR aconteceu ao longo de 2015, em três etapas: duas residências-pesquisa e um decanter. Em janeiro, residimos e trabalhamos no sertão da Paraíba e do Ceará, em Sousa, cidade vizinha a São José da Lagoa Tapada. Durante o mês de março, a segunda etapa de residência aconteceu no bairro do Capão Redondo, em parceria com o “Fábricas de Cultura do Capão Redondo”. Já a última etapa do projeto – o decanter – acontece entre outubro e novembro, na Escola da Cidade, faculdade de Arquitetura localizada no centro de São Paulo, com a participação de alunos-estagiários. Trabalhamos no espaço da Escola selecionando e organizando o material coletado e produzido nas etapas anteriores. E, finalmente, durante o mês de novembro, no espaço expositivo localizado no térreo do edifício da Escola, exibimos e compartilhamos nossas cartografias de lá e de cá.

Etapa 1 – Residência Sertão (PB, CE e RN) : dez/2014 e jan/2015

Etapa 2 – Residência Fábrica de Cultura Capão Redondo (SP) – março e abril/2015

Etapa 3 – Exposição Escola da Cidade (SP) – 02 a 30 de novembro/2015

I’M COMING BACK

In Brazil, for the last 50 years, the relation between its Northeast and southeast regions plays a central role in understanding the country unequal development. So, the imaginary concerning this relation in connected to stories of people from the NE migrating towards the SE seeking for better conditions of life, work and salaries. Since the 1970’s, these stories have been widely explored by films and books, in multiple genres and diverse quality. Nevertheless, recent statics show that from 2001 to 2010 the migration balance has reached almost to zero. Since the reality is deeply changing, also should the “imaginary framework” so related . If the arts had a central role before, we think we should start telling theses new stories, and help to build up this “new imaginary framework”.

I’M COMING BACK was developed in 3 stages – 2 artist-residences and 1 lab-exhibition. We searched and traced the movements of comings and goings between the arid northeast (sertão) and the capital of São Paulo – the main southern city. We pursued spatial and cultural shifts in its subjective and objective dimensions. During the residences, we talked to people and opened our ears to their narratives about their own comings and goings, or to the stories of relatives or friends. We also discover the places (and the material conditions) that surround the coming and going: places left and intended to come back – what it was like before and how has changed,

1. Artistic Residence In Terretoire (PB, CE e RN) –  26 Dec’ 2014 to 31 Jan’ 2015

2. Artistic Residences Fábrica de Cultura Capão Redondo (SP/BR) – 8 Mar to 30 Apr’ 2015

3. Exhibition at Escola da Cidade (SP/BR) 02 to 30 de Nov’ 2015

EDITAIS e PRÊMIOS  / AWARDS AND INCENTIVE

Proac de Artes Visuais da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo Award of Visual Arts by the Secretary of Culture of the Government of the State of São Paulo – 2014

FICHA TÉCNICA (  FICHA TÉCNICA detalhada no site do projeto )

Concepção Conception Mariana Vaz  Criação e Coordenação de Produção Creation and Production Mariana Vaz e Mirella Marino