QTL – Quanto tempo leva

Quanto tempo leva um coração para descongelar? | Videoinstalação – 2011

How long does it take for a heart to unfreeze? | Video-installation 

Quanto tempo leva um coração para descongelar? (English below)

Videoinstalação realizada a partir do material bruto que também originou o curta-metragem homônimo. No filme, ELA acordara desassossegada, pensando em vísceras. Acompanhamos sua jornada em busca das entranhas: um ritual de descongelamento em forma de ficção. Para a videoinstalação, construímos um ambiente de azulejos brancos – híbrido de cozinha e banheiro – asséptico, inorgânico, frio. Nos azulejos, pequenos inserções de desenhos: corpos femininos nus, órgãos em uma escala mínima. A instalação foi realizada “de portas-abertas”: os freqüentadores do CCJ – Centro Cultural da Juventude puderam testemunhar o processo de construção da instalação.

How long does it take for a heart to unfreeze?

A white tile environment – hybrid of kitchen and bathroom – aseptic, inorganic and cold. It’s an intimate environment that can host few people simultaneously, where sets three projection focuses (one projector and two 7 “TVs). In the film, she wakes up restless. We follow her journey in search of the innards n the tiles, small drawings of naked female bodies tracing living bodies, as a rock painting of the soul. The video-installation was build up in an open-process and could be, daily, followed up by the public. So, the artistic process can be witnessed as daily work and ceases to have a “celebrated aura”. On the outer surface of the installation, a printed copy of the process daybook was accessible, as well as in the website http:// quantotempoleva.wordpress.com/.

EXPOSIÇÃO / EXHIBITION

Centro Cultural da Juventude (São Paulo, BR ) – maio/2011

EDITAIS E PRÊMIOS / AWARDS AND INCENTIVES

Edital de Co-patrocínio para Primeiras Obras da Prefeitura Municipal de São Paulo /      Co-sponsorship Prize for First Works of the Municipal Secretary of Culture 2010

Concepção, direção e produção Mariana Vaz  Conception, Direction and production

Instalação Mariana Vaz e Mirela Marino Installation

Arquitetura e cenografia José Silveira Architecture and Scenography

Direção de Fotografia Janice d’Ávila Photography Direction

Sonorização Natalia Mallo Sound Design

Desenhos Mirela Marino Drawings

Atriz Larissa Salgado Actress

 

VOU VOLTAR / I’m coming back

Residências Artísticas + Exposição / Artistic Residences in Territory + Exhibition 

Acesse o site do projeto AQUI – HERE  access the project site  – 2015

VOU VOLTAR (English below)

O imaginário das relações entre o Nordeste e o Sudeste brasileiro é povoado pelas histórias das migrações dos nordestinos para o sul em busca de melhores condições de vida, salários e empregos, contada e recontada pelo cinema e pela literatura, em filmes e livros de gêneros e qualidades diversas. Contudo, os dados da PNAD 2012 afirmam que, na década passada, o saldo de migração entre essas regiões do país foi quase nulo. O Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, mas os desafios a serem enfrentados nas próximas décadas para transformar e superar essa realidade mudaram nos últimos anos. Economistas, demógrafos e cientistas sociais falam de números, conjuntura e estrutura. Não caberia às artes adicionar novo substrato de imaginários, narrativas e formas de vida a essa discussão tão essencial?

Com o projeto “Vou Voltar” investigamos e registramos os movimentos de idas e vindas entre o sertão nordestino e a capital paulista. Perseguimos o deslocamento espacial e cultural nas suas dimensões subjetiva e objetiva. Abrimos nossos ouvidos aos sujeitos e às suas narrativas sobre idas e voltas próprias, de parentes, de amigos. Também descobrimos os lugares (e as condições materiais) que envolvem o ir e vir: de onde saíram, para onde pretendem retornar e o “novo” local de morada. A urbanização das cidades sertanejas, bem como a ampliação do universo de consumo nessas localidades certamente merecem destaque.

VOU VOLTAR aconteceu ao longo de 2015, em três etapas: duas residências-pesquisa e um decanter. Em janeiro, residimos e trabalhamos no sertão da Paraíba e do Ceará, em Sousa, cidade vizinha a São José da Lagoa Tapada. Durante o mês de março, a segunda etapa de residência aconteceu no bairro do Capão Redondo, em parceria com o “Fábricas de Cultura do Capão Redondo”. Já a última etapa do projeto – o decanter – acontece entre outubro e novembro, na Escola da Cidade, faculdade de Arquitetura localizada no centro de São Paulo, com a participação de alunos-estagiários. Trabalhamos no espaço da Escola selecionando e organizando o material coletado e produzido nas etapas anteriores. E, finalmente, durante o mês de novembro, no espaço expositivo localizado no térreo do edifício da Escola, exibimos e compartilhamos nossas cartografias de lá e de cá.

Etapa 1 – Residência Sertão (PB, CE e RN) : dez/2014 e jan/2015

Etapa 2 – Residência Fábrica de Cultura Capão Redondo (SP) – março e abril/2015

Etapa 3 – Exposição Escola da Cidade (SP) – 02 a 30 de novembro/2015

I’M COMING BACK

In Brazil, for the last 50 years, the relation between its Northeast and southeast regions plays a central role in understanding the country unequal development. So, the imaginary concerning this relation in connected to stories of people from the NE migrating towards the SE seeking for better conditions of life, work and salaries. Since the 1970’s, these stories have been widely explored by films and books, in multiple genres and diverse quality. Nevertheless, recent statics show that from 2001 to 2010 the migration balance has reached almost to zero. Since the reality is deeply changing, also should the “imaginary framework” so related . If the arts had a central role before, we think we should start telling theses new stories, and help to build up this “new imaginary framework”.

I’M COMING BACK was developed in 3 stages – 2 artist-residences and 1 lab-exhibition. We searched and traced the movements of comings and goings between the arid northeast (sertão) and the capital of São Paulo – the main southern city. We pursued spatial and cultural shifts in its subjective and objective dimensions. During the residences, we talked to people and opened our ears to their narratives about their own comings and goings, or to the stories of relatives or friends. We also discover the places (and the material conditions) that surround the coming and going: places left and intended to come back – what it was like before and how has changed,

1. Artistic Residence In Terretoire (PB, CE e RN) –  26 Dec’ 2014 to 31 Jan’ 2015

2. Artistic Residences Fábrica de Cultura Capão Redondo (SP/BR) – 8 Mar to 30 Apr’ 2015

3. Exhibition at Escola da Cidade (SP/BR) 02 to 30 de Nov’ 2015

EDITAIS e PRÊMIOS  / AWARDS AND INCENTIVE

Proac de Artes Visuais da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo Award of Visual Arts by the Secretary of Culture of the Government of the State of São Paulo – 2014

FICHA TÉCNICA (  FICHA TÉCNICA detalhada no site do projeto )

Concepção Conception Mariana Vaz  Criação e Coordenação de Produção Creation and Production Mariana Vaz e Mirella Marino

POLEIRO / PERCH

Instalação interativa / Interactive installation – 2014

POLEIRO (English below)

A instalação inspira-se nos pássaros que se empoleram nos fios de eletricidade. Aves migratórias fazem dos fios seu novo habitat e ali realizam sua dança lenta, continua, tediosa e bela   O corredor da lanchonete do Sesi Piracicaba recebe balanços que pendem, afixados à estrutura do espaço de convivência da unidade. Materiais como madeira e fio de aço esculpem o espaço e reconfiguram o ambiente. A instalação remete ao voar e ao brincar. Ao mesmo tempo, balanços lado a lado lembram poleiros de uma grande gaiola. Há certo desconforto, instabilidade e tensão física. Quem resistirá à tentação de se experimentar pássaro e alçar voos curtos ou longos e de elaborar um novo olhar por adereços inusitados? Cada um dos participantes poderia ser um pássaro nos poleiros da grande cidade – ou grande gaiola?

EXPOSIÇÃO

Corredor da Lanchonete, SESI Piracicaba, SP – De 1o de abril a 4 de julho de 2014.

EDITAIS E PRÊMIOS 

Ocupação Artística no Sesi-SP – 2013

PERCH

This interactive installation is inspired by the birds that perch on the electricity wires. Migratory birds make the wires their new habitat. Hanging there, they carry out their slow, continuous, tedious and beautiful dance. The corridor of the SESI Piracicaba cafeteria, an space of coexistence, receives swings that hang, attached to its ceiling structure. Materials such as wood and steel wire sculpt space and reconfigure the environment.

The installation refers to flying and playing. Who will resist the temptation to experiment being a bird and try short or long flights? At the same time, side-by-side swings resemble perches of a large cage. There is a certain amount of discomfort, instability and physical tension in swinging. Could each participant be a bird on the perches of the great city – or great cage?

EXHIBITION

corridor of the cafeteria, SESI Piracicaba, SP (BR) –  2’Apr to 31’Jul 2014

AWARDS AND INCENTIVES

Artistic Occupation at SESI-SP – 2013

IDEA E COORD.GERAL Mariana Vaz  CONCEPT AND GENERAL COORDINATION

ARQUITETO E CENÓGRAFO José Silveira ARCHITETURE AND SCENOGRAPHIE

PRODUÇÃO Parole Produção e Criação EXECUTIVE PRODUCTION