JARDIM DE VESTÍGIOS / Garden of Remains

Performance e Intervenção Urbana /  Performance and Urban Interevention| 2010

JARDIM DE VESTÍGIOS (English below)

Emerge do flanar, perambular… Andar ociosamente, sem sentido certo e experimentar a(s) cidade(s) em outro ritmo, com outros olhos. Vagueando, pode-se descobrir outra(s) cidade(s). A intervenção é uma reflexão sobre o tempo, a espera, os ciclos morte-vida-morte e a potência de transformação (degeneração – regeneração); possibilidades de coletar-se, fiar-se, tecer-se – individual e coletivamente.

GARDEN OF REMAINS

Emerge from the flanar, wander … Walk idly, no right sense  and try the city (s) at another pace, with other eyes. By wandering, you can discover other city (s). The intervention is a reflection on time, waiting, death-life-death cycles and the power of transformation (degeneration – regeneration); possibilities of collecting, spinning, weaving – individually and collectively.

Prêmios e Fomentos / Awards and Incentives

IX Edição do Fomento à Dança para a cidade de São Paulo –  “JARDINS” – núcleo TRÍADE

 

Concepção e Direção /  Idea and Direction: Mariana Vaz |Perfomers: Adriana Macul, Flávia Mellman, Larissa Salgado, Mariana Vaz e Mirella Marino

BELVEDERE

Instalação site specific / Site-Specific Installation –  2013

Casa de Dona Yaya – CPC USP –  São Paulo, BR – 28’Apr to 30’Jun

BELVEDERE (English below; video above subtitled in English)

Uma pequena interferência cenográfica na estrutura arquitetônica reconfigura o lugar. Alteramos a altura do piso e transformamos o solário em belvedere. As paredes, que antes oprimiam, convertem-se em guarda-corpo. O que antes era uma área de confinamento e, provavelmente, sofrimento sutil e vergonha, transfigura-se em área de desfrute e deleite, de onde se admira a paisagem, o jardim, a rua, os transeuntes. Convidamos o visitante a experimentar um novo ângulo de apreciação da casa e do bairro: o panorama suscita novas percepções acerca da memória incrustada nas paredes, na relação da casa com a Bela Vista e do bairro com a cidade.

Do miradouro, observa-se e pode-se ser observado.

Ao mesmo tempo, ao construirmos a estrutura cenográfica do belvedere, outro ambiente é criado: o vão interno, um claustro ou caverna. Se o miradouro é espaço de contemplação, o claustro é o limite extremo. Ali, resquícios do que o solário um dia representou: restrição, prisão, cárcere, clausura. Nesse espaço, vestígios de sua história precedente, do sofrimento e tristeza que Dona Yayá teria ali sentido e do pesar por infligimos (socialmente) tais sofrimentos a muitas Yayás no passado e, infelizmente, ainda no presente.

E se cada um(a) de nós fosse o/a encarcerado/a?

Espaço de solidão. De dimensão exígua, o claustro permite apenas um visitante por vez. Adentra-se o escuro, sozinho/a, mas ouve-se os passos de outros/as no belvedere, assim como a enclausurada primeira terá ouvido o movimento dos/as outros/as pela casa, na rua, no jardim… Ali, uma pequena televisão reproduz uma animação gráfica em loooping.

Plano aberto: a Casa de Dona Yayá vista de frente. Pouco a pouco, o solário começa a ser colorido de vermelho-sangue. O vermelho escorre pelas paredes. Corta. Panorama, de cima: a casa branca e o solário, o apêndice, vermelho.

O solário como um aborto ou vômito da casa; um órgão expelido, uma excrescência.

Lentamente, o vermelho é engolido pelas paredes e a casa esconde o sofrimento em suas paredes, até regredirmos ao plano inicial, um plano aberto da Casa de Dona Yayá.

Ativação de espaço histórico

A Casa da Dona Yayá, como é́ conhecido o imóvel situado à Rua Major Diogo 353, no bairro Bela Vista em São Paulo, foi transferida para a USP como herança jacente em 1961, após o falecimento da proprietária, Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá́. Única e rica herdeira de propriedades, ela foi interditada depois de considerada incapaz de gerir sua fortuna, por “sofrer das faculdades mentais”. Depois da primeira manifestação da doença e de passar mais de um ano internada, um conselho médico decidiu que ela deveria mudar- se para um lugar mais calmo e tranqüilo, uma chácara nos arrabaldes da cidade. Isto aconteceu nos meados da década de 1920. Aí viveu por 40 anos, sendo cuidada e vigiada por familiares e empregados. Várias reformas foram realizadas na casa, de acordo com os tratamentos médicos prescritos, garantindo, quando necessário, o isolamento da interdita.

Durante 40 anos, a casa foi um hospício privado para sua rica moradora, considerada alienada numa época de parcos conhecimentos psiquiátricos e extremamente preconceituosa em relação às mulheres independentes e ousadas, como Yayá. Em uma das últimas reformas, foram construídos o jardim de inverno e o solário destinado aos banhos de sol da reclusa Yayá. Vale assinalar que estruturas arquitetônicas como o solário aí construídos são encontradas em hospitais psiquiátricos, mas não se tem notícia da existência de outra estrutura semelhante erguida em casa particular no mundo.

Editais e Prêmios

ProAC de Apoio a Projetos de Artes Visuais no Estado de São Paulo – 2012.

BELVEDERE 

A small scenographic interference in the architectural structure reconfigures the place. We’ve changed the height of the floor and transformed the solarium into a belvedere. The walls, which before oppressed, became a bodyguard. What used to be an area of confinement and, probably, subtle suffering and shame, is transformed into an area of enjoyment and delight, from which one can admire the landscape, the garden, the street, the passers-by. We invite the visitor to experience this new angle : the panorama raises new insights about the memory embedded in those walls, about the relationship of the house with Bela Vista neighbourhood and the city. From the belvedere, one observes and can be observed. At the same time, when we construct scenographic structure of the belvedere, made of metal and wooden, another environment is created: the internal span, a cloister or cave. If the belvedere is a space for contemplation, the cloister is the extreme limit. There, remnants of what the solarium once represented: restraint, prison, jail, cloister. In this space, vestiges of its previous history, of the suffering and sadness that Dona Yayá shall have felt there and of the sorrow for inflicted (socially) such sufferings to many Yayás in the past and, unfortunately, still in the present. What if each of us was incarcerated?

Activating an Historical Site 

The House of Dona Yayá, as it is known the property located at Rua Major Diogo 353, in the neighborhood of Bela Vista in São Paulo, was transferred to São Paulo University (USP) as inheritance in 1961, after the death of the owner, Sebastiana de Mello Freire, also known as Dona Yayá. Single, only child, rich and heir of estates, she was restrained after being considered incapable of managing her fortune, by “suffering of the mental faculties”. In the mid-1920s, a medical council decided that she should move to a quiet place in the city’s suburbs. For 40 years, during a time of little psychiatric knowledge and extreme prejudice in relation to independent and daring women like Yayá, the house was a private hospice for its wealthy resident. The solarium, which was used for the sunbathing of the recluse Yayá, was built on one of the reforms made in the house to adapt it to the seclusion of the owner. It is worth pointing out that an architectural structures such as this solarium are usually found in psychiatric hospitals, but there is no knowledge of another similar structure erected in a private house in the world.

AWARDS AND INCENTIVES

ProAC – Award of Visual Arts by the Government of the State of São Paulo 2012

Criação e Coordenação Mariana Vaz Creation and Coordenation 

Colaboração  Mirella Marino e José Silveira in Colaboration with

Arquitetura e Cenografia José Silveira Architeture and Scenographie

Animação Rogério Nunes Video-animation

Fotos e Vídeo André Luiz de Luiz Photos and Video

 

 

 

POLEIRO / PERCH

Instalação interativa / Interactive installation – 2014

POLEIRO (English below)

A instalação inspira-se nos pássaros que se empoleram nos fios de eletricidade. Aves migratórias fazem dos fios seu novo habitat e ali realizam sua dança lenta, continua, tediosa e bela   O corredor da lanchonete do Sesi Piracicaba recebe balanços que pendem, afixados à estrutura do espaço de convivência da unidade. Materiais como madeira e fio de aço esculpem o espaço e reconfiguram o ambiente. A instalação remete ao voar e ao brincar. Ao mesmo tempo, balanços lado a lado lembram poleiros de uma grande gaiola. Há certo desconforto, instabilidade e tensão física. Quem resistirá à tentação de se experimentar pássaro e alçar voos curtos ou longos e de elaborar um novo olhar por adereços inusitados? Cada um dos participantes poderia ser um pássaro nos poleiros da grande cidade – ou grande gaiola?

EXPOSIÇÃO

Corredor da Lanchonete, SESI Piracicaba, SP – De 1o de abril a 4 de julho de 2014.

EDITAIS E PRÊMIOS 

Ocupação Artística no Sesi-SP – 2013

PERCH

This interactive installation is inspired by the birds that perch on the electricity wires. Migratory birds make the wires their new habitat. Hanging there, they carry out their slow, continuous, tedious and beautiful dance. The corridor of the SESI Piracicaba cafeteria, an space of coexistence, receives swings that hang, attached to its ceiling structure. Materials such as wood and steel wire sculpt space and reconfigure the environment.

The installation refers to flying and playing. Who will resist the temptation to experiment being a bird and try short or long flights? At the same time, side-by-side swings resemble perches of a large cage. There is a certain amount of discomfort, instability and physical tension in swinging. Could each participant be a bird on the perches of the great city – or great cage?

EXHIBITION

corridor of the cafeteria, SESI Piracicaba, SP (BR) –  2’Apr to 31’Jul 2014

AWARDS AND INCENTIVES

Artistic Occupation at SESI-SP – 2013

IDEA E COORD.GERAL Mariana Vaz  CONCEPT AND GENERAL COORDINATION

ARQUITETO E CENÓGRAFO José Silveira ARCHITETURE AND SCENOGRAPHIE

PRODUÇÃO Parole Produção e Criação EXECUTIVE PRODUCTION 

CLORO | 1o mergulho / Chlorine| 1st immersion

Peça audio-guiada para piscinas / Audio-guided piece for swimming-pools – 2015

CLORO, 1o mergulho (English below) 

Primeira etapa da pesquisa que culminará na  audiopeça para piscina “CLORO”. Livremente inspirada na HQ  “O gosto do cloro”,  do autor francês Bastièn Vives,  e completamente influenciada pela urgência, sustos e agouros vivenciado pelos paulistanos devido ao colapso hídrico atual.

SINOPSE

Passado, presente e futuro se misturam num espiral de sons e imagens. No passado, três jovens que não se conhecem encontram-se todas as quartas-feiras para uma aula de natação. Partilhando mergulhos, sonhos e silêncios. No presente, os mesmos jovens agora já um pouco íntimos e nadadores confiantes, procuram o que fazer em meio a tardes quentes, com as piscinas quase vazias, numa cidade em estado de atenção. No futuro, isolados em seus apartamentos, numa metrópole destruída e seca, gravam depoimentos para a posteridade.

Aos poucos sabemos que a solidão não surge apenas representado na piscina do clube particular do passado ou do presente, mas também nas grades das escolas, nos condomínios fechados, nas grades dos prédios. O estado de tensão corporificada pela cidade grande permanecera inalterado. Um futuro de retorno a eclosão. A piscina representa(va) o respiro e agora?

“Cloro” acontece em piscinas como um roteiro audioguiado. O público recebe um receptor de rádio e fones de ouvido e também participa de uma tarde de quarta-feira – no passado, no presente, no futuro. Todos juntos num mesmo espaço, mas com sua individualidade – solidão? – aguçada pelo fone-de-ouvido.   As mágicas tardes da juventude misturam-se com as tardes acizentadas do presente e o cataclisma do futuro.

A piscina, naquelas mágicas tardes de quarta-feira, era o limite de um “mundo novo” e a água, portal para o aguçar das percepções, sensações e emoções. No equilíbrio tênue entre prender e soltar a respiração, eles adentravam a vida adulta. Já nesse novo encontro, a lembrança da piscina perdera a doçura … ou seria a vida que ganhara muitas rugas na cidade desertificada

CHLORINE, 1st immersion

In CLORO,  past, present and future are mixed in a spiral of sounds and images). The audience gets a radio receiver and headphones and also participates on a Wednesday afternoon when the three young people get to know each other . The audio device in a headset is a potent portal to imagination, since it can audibly “take” participant to other worlds, situations, times . As well as allowing the audience to move through space and interact with the situations (being choreographed by audio). Viewers will also become frequenters of the pool and participate in the “inside” narrative. In the audio, the voices of the three young people unfold in voices of young adults and middle-aged adults ); the voices – and the times – come and go, overlapping themselves, giving shape to the spiral of time. The magical afternoons of youth mingle with the greyish afternoons of the present and the cataclysm of the future. Could the pool memory have lost its sweetness or would it have been the life that had gained many wrinkles in the deserted city?

2016

January – 4 sessions – Clube Escola Guarani – São Paulo (BR)

2015

December- 10 sessions – CEU Heliópolis – São Paulo (BR)

 Editas & Fomentos / Awards and Incentives

  • ProAC 8- PRODUÇÃO DE ESPETÁCULO INÉDITO E TEMPORADA DE TEATRO / PRODUCTION OF INDEPENDENT SPECTACLE AND THEATER 2014

Ficha-Técnica / Cast & Crew

Idealização, Direção e Mapa de Dramaturgia Conception, Direction and Dramaturgy Map Mariana Vaz Texto Text: Ricardo Inham Assistência de Direção: Monique Maritan  Com: Ricardo Henrique, Pedro Stempniewski e Stella Garcia | Edição de Som e Trilha Sonora: Felipe Julia e Pablo Mendonza Produção: Ariane Cuminale Uma realização do pOleirO dO bandO 

Catalisador de intervenções urbanas / Catalist of urban interventions

Criação, debate e experimentação de interações performativas corpo-cidade – 2014

Discussion, creation and production of urban interventions – 2014

(English below)

Laboratório prático de criação, debate e experimentação de interações corpo-cidade em formatos performativos. Espaço para trocar e debater ideias, compartilhar referências, dividir questões, pesquisar formatos, aprofundar práticas ou iniciar novas explorações . O ponto-de-partida: o olhar, a experiência e a reflexão crítica-poética de cada participante para o espaço urbano e a vida na cidade.

CATALISADOR emerge de mais de uma década de experimentações de interações corpo-cidade, a saber: primeiro, nas aulas de contato-improvisação de Tica Lemos no Estúdio Nova Dança (2004-2006), passando pela criação da intervenção “Jardim de Vestígios” e do [coletar-fiar-tecer] (2008) e , finalmente, das pesquisas e criações de performances e intervenções urbanas em colaboração com o núcleo TRÍADE (desde 2010). Soma-se a isso a experiência “do olhar de fora” que tenho experimentado na direção de trabalhos em dança  e no teatro, que realizo desde 2011. Não menos importante, a paixão por processos de criação…. gosto de auxiliar e participar de criações, independentemente do meu vínculo autoral.

Coletivamente, traçaremos um caminho para superar o temor “do monstro da criação”: os participantes serão encorajados a colocar seus desejos criativos em ação, na prática. A intenção é utilizar o vocabulário técnico que muitos terão tido acesso ao longo dos anos e colocar esse léxico em ação, em uma “criação própria”( individual ou em grupo). Os caminhos possíveis são inúmeros, dependendo das experiências prévias e modo-de-ver o mundo.

COMO ACONTECE: 

CATALISADOR organiza-se em dois módulos: 1. Laboratório de Criação e 2. Decanter. O primeiro módulo destina-se à exploração, discussão, formulação e realização de propostas de intervenção pelos participantes . Já o segundo módulo, é um processo continuado de discussão e experimentação dos trabalhos criados no 1o módulo, visando amadurecê-los. A realização do segundo módulo é uma opção (que adorei realizar quando tive oportunidade e cujos resultados deixaram-me muito feliz).

  1. Laboratório de Criação (duração variável – mínimo de 15 horas)

Preparação

Bastidores: pesquisa a cerca do território, leitura especializada. Escolha do território a ser trabalhado.

Coletar

Aquecimento de grupo e de interações corpo-cidade: sensibilização. Deriva dirigida no território escolhido. Compartilhar impressões iniciais.

Fiar

Etapa de reflexão, elaboração e discussão. Participantes levantam aspectos que gostariam de abordar e suas intervenções e/ou propostas de intervenções. Os participantes refletem sobre: o que se pretende fazer, como, onde, por que, quem participa, necessidades matérias, viabilidade, etc. Estímulo para que todos os participem das discussões de todos os trabalhos, não só daqueles que são autores . As propostas elencadas são discutidas e amadurecidas pelo grupo. A etapa conclui-se com a escolha das propostas que serão realizadas na última etapa e a organização em um cronograma do “Tecer”.

Tecer

Serão realizados as intervenções criadas no dia anterior – quantidade e duração serão definidos pelo grupo do Laboratório. 

  1. Decanter (duração variável – mínimo de 15 horas)

Encontros para aprofundamento, discussão e amadurecimento dos trabalhos, em experimentações práticas, exercícios técnicos, apresentação de bibliografia relacionada. Há a possibilidade de participação de outros profissionais no decanter, cujo trabalho relacione-se às propostas apresentadas pelos participantes. Estímulo para que todos os participem das discussões de todos os trabalhos, não só daqueles que são autores .

1a edição

2014 – DF, México – Laboratório Alameda –  ( módulo 1 – 20 horas)

2a edição

2015 – Sesc Rio Preto

Módulo 1 – 20 horas (julho e agosto)

Módulo 2 – 60 horas (setembro a dezembro)

Catalyst of performative urban interventions

Practical laboratory for creation, debate and experimentation of body-city interactions in performative formats. The starting point is the participant’s vision, experience and critical-poetic reflection of a specific territory. It emerges from more than one decade of Mariana Vaz’ experiences of body-city interactions , as well as other didactic and direction experiences in performance, dance and Theather. As a group, we will chart a way to overcome the “monster of creation” r: participants will be encouraged to put their creative desires into action. The intention is to use the technical vocabulary that many will have had access to over the years and put this lexicon into practice in an authorial work (individual or group).

CATALYST is organized into two independent modules, of varying duration. The first module – Creation Laboratory – is intended for the exploration, discussion, formulation and implementation of intervention proposals by the participants, driven by a few guiding questions: what do you want to do, how, where, why, who participates, materials needs, feasibility, etc. The laboratory concludes with the realization of the creations and subsequent evaluation by the participants. The second module – Decanter – is a continuous process of discussion and experimentation of the works created in the 1st module with the intention of maturing them.

1st edition

CATALYST – Module 1 – 20 hours

Laboratorio Alameda – DF, Mexico – 9-14’Sept 2014

2nd edition

CATALYST – Module 1 – 20 hours

Sesc Rio Preto – Rio Preto (BR) – July and Aug’2015

CATALYST – Module 2 – 60 hours

Sesc Rio Preto – Rio Preto (BR) – Sept to Dec’2015

TRÍADE TOUR

Performance audio-guiada / Audio-guided Performance | 2011

Núcleo TRÍADE

(English below; video above subtitled)

TRÍADE TOUR é um audiotour coreográfico, interativo e site specific, que joga ludicamente com um excursões turísticas e é inspirado em audioguias de museus .  No “tour coreográfico”, os participantes em grupo, munidos de um aparelho MP3 e fones de ouvido, são conduzidos por um roteiro que mescla coreografia, geografia, história e ficção. Deslocamentos, gestos e composição coreográfica, permeados por informações históricas e geográficas, com pitadas de ficção, colocam os participantes em um estado extra-ordinário, deslocados do cotidiano, mas no meio da rua. A rua deixa de ser apenas passagem no cotidiano apressado da cidade e abre-se a novos olhares e percepções. Os espectadores tornam-se protagonistas do passeio-performance, subvertendo seu papel tradicional. Nesta operação, cria-se outra camada de público: os próprios transeuntes desavisados que circulam pelo local. Enquanto o público-guiado é convidado a observar o potencial performático da rua, o público-transeunte observa-os executarem coletivamente uma coreografia.

TRIADE Tour is a choreographic, interactive and site specific audiotour, that ironically plays with the format of guided sightseeing tours. It was created in 2011 as a result of TRÍADE’s research supported by Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, with the collaboration of artists Flávia Melman, Larissa Salgado and Natalia Mallo.

In the “choreographic tour”, the group participants, armed with MP3 players and headphones (similar to audio guides in museums), are guided by a script that combines choreography, geography, history and fiction. Movements, gestures and choreographic composition, permeated by historical and geographical information with little bits of fiction, place participants in an extra-ordinary state, pulled out from daily life, but in the middle of the street. The street is no longer just a pathway in the rushed city life, and opens up to new perspectives and perceptions. The spectators become protagonists of the tour-performance, subverting their traditional role. As a result, another layer of spectators is created: the unsuspecting passers-by. While the guided spectators are invited to observe the performative potential of the street, the passers-by watch them collectively perform a choreography.

Prêmios e Fomentos / Awards and Incentives

  •   IX Edição do Fomento à Dança para a cidade de São Paulo
  • Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança
  • ProAC 25 – Promoção do Acesso à Cultura

EDIÇÕES EDITIONS

TRIADE TOUR SÃO BENTO – 2011/12

Rua São Bento, São Paulo, BR 

TRIADE Tour São Bento percorre uma região do centro de São Paulo que abriga importante artefato histórico. Os participantes, munidos de fones de ouvido, são conduzidos pelo que foi um dia, no começo do Séc. XX, o centro financeiro, comercial e social da cidade. Por meio de uma narração em off, o tour faz uma viagem aos anos 20 e 30, de barões do café, baronesas, burgueses e imigrantes (cuja mão-de-obra enriquecia a aristocracia cafeeira), para provocar reflexões sobre o corpo e a cidade, passado e presente. O eixo narrativo é estabelecido em torno do Edifício Martinelli, símbolo paulistano que, em 1929, foi o primeiro arranha-céu da América Latina. Durante a construção do edifício, a população temia a sua queda, suscitando questões sobre o sentido da verticalização da cidade. Do seu apogeu, com festas que reuniam a elite paulista, ao declínio nos anos 70, quando, como reflexo do desinvestimento na área central da cidade, tornou-se um cortiço vertical. O Martinelli passa por processo de “desocupação, limpeza e renascimento” semelhante a outras desocupações que ocorrem agora na cidade, como um ícone de uma sociedade em transformação. Ele ajuda a contar essa história, real e fictícia, do Tour São Bento, que envolve o corpo e a cidade, o ruído e o silêncio, o passado e o presente.

TRIADE Tour São Bento covers an area in downtown São Paulo that is home to important historical artifacts. The participants, equipped with headphones, are guided through the area that, at the beginning of the XX century, was the financial, commercial and social center of the city. By means of a voiceover narration, the tour travels back to the 1920s and 1930s, a city populated by coffee barons, baronesses, bourgeois and immigrants (whose labor enriched the coffee aristocracy), provoking reflections about the body and the city, past and present. The narrative axis is established around the Edifício Martinelli, a large building that became a symbol of São Paulo and, in 1929, was the first skyscraper in Latin America. During construction, people feared its fall, raising questions about the meaning of the city’s verticalization. From its peak, with parties that brought together the São Paulo elite, to its decline in the 1970s when, as a result of disinvestment in the city’s downtown area, the building became a vertical slum. Martinelli goes through a process of “eviction, cleansing and rebirth” similar to other evictions currently taking place in the city, as an icon of a changing society. Martinelli helps to tell the actual and fictional story of Tour São Bento, involving body and city, noise and silence, past and present.  

Coordenação Coordination: Adriana Macul e Mariana Vaz | Criação Creation (2011): Adriana Macul, Flávia Melman, Larissa Salgado, Mariana Vaz e Natalia Mallo | Nova versão roteiro New script version (2012) : Adriana Macul e Mariana Vaz Colaboração: Larissa Salgado

TRÍADE TOUR OUVIRUMDUM | 2013

Ipiranga, São Paulo, BR – A convite de / Comissioned by SESC Ipiranga.

TRÍADE Tour Ouvirundum” é um passeio coreográfico, interativo e site specific para o  Ipiranga, em São Paulo.

Ouvirundum convida o espectador a coreografar uma história.A história do bairro, a história da independência, a história do grito. Quem são os protagonistas destas histórias?

Ela é feita dos grandes ou dos pequenos feitos? Quantas versões pode ter uma históriaQual a sua preferida? Identifique seus heróis. Os heróis gritam. Outros personagens gritam.As pessoas gritam.Gritam?

Aliás, onde foi parar o rio? O que aconteceu com ele? A História nunca pára, não tem começo nem fim…O que está acontecendo agora, nessa história? Que personagem é aquele skatista? Ele desliza ou dança? E aquela família posando pra foto?

Pra qual deles você ergueria um monumento? Igual aquele, que está logo ali, e parece o… Mas na verdade é…

“TRÍADE Tour Ouvirundum is a choreographic, interactive and site specific tour developed for SESC Ipiranga, in São Paulo.

Ouvirundum invites the spectator to choreograph a story. The story of the neighborhood, the story of independence, the story of the scream.

Who are the protagonists of these stories? It is made of large or small feats?How many versions can a story have?Which is your favorite?

Identify your heroes.Heroes scream.Other characters scream. People scream.Do they?

By the way, where’s the river? What happened to it?History never stops, has no beginning or end …

What is happening now, in this history? Which character is that skater? Is he sliding or dancing?What about that family posing for a photo? For which one would you erect a monument?

Like that one right there, which looks like …  But in truth is …

Coordenação Geral e Criação  General Coordination and Creation : Adriana Macul e Mariana Vaz |Colaboração Colaboration: Laura Bruno

TRÍADE TOUR SANTOS | 2013

Santos, BR  – A convite da / Comissioned by Bienal SESC de Dança

Em “Tríade Tour Santos”, com leveza, ludicidade, alguma ironia e muita coreografia, mergulhamos em 4 séculos de história em um percurso de cerca de 1 quilômetro de extensão pelo centro histórico de Santos . Partimos da cidade colonial, batizada como a “Paraty do litoral sul”, percorremos a “Wall Street do Ouro Verde” dos tempos áureos do café , até chegarmos no que talvez venha a ser a “Dubai do brejo”, do vir a ser (ou não?) petrolífero.

Por meio da narrativa e das relações corpo-cidade construídas no percurso, o tour transforma a rua em tema e espaço de manifestações e indagações e promove o diálogo – de seus participantes e dos que acompanham sua passagem – com a cidade, sua história, seus usos e personagens. A torre da Bolsa do café era o ponto mais alto da cidade do Ouro verde. E hoje, serão as torres da Petrobrás? Apure seu olfato: você sente o cheiro do café? E do petróleo? Dê um giro completo com o corpo e procure: algum sinal dos royalties do petróleo?

In Tríade Tour Santos, we dive into four centuries of history following a 1-kilometer-long route through the historic center of Santos, filled with irony and choreography. We start at the colonial city, known as the “south coast Paraty”, walk through the “Green Gold Wall Street” of coffee heydays, and reach the “Dubai of the swamp” of the oil days to come (or not?).

Through the narrative and body-city relationships built along the way, the tour transforms the street into a theme and space for demonstrations and inquiries, promoting dialogue between the participants and those watching them, and the city, its history, its uses and characters. The coffee exchange tower was the highest point of the green gold city. And today, are the Petrobras towers the highest? Sharpen your sense of smell: can you smell the coffee? And oil? Make a full circle and look: can you see any sign of oil royalties?

Coordenação Geral e Criação roteiro: Adriana Macul e Mariana Vaz| Colaboração roteiro: Laura Bruno | Consultores locais: Alessandro Atanes, José Maria de Macedo Filho e Marina Guzzo | Edição de som e trilha sonora: Felipe Julian | Locução: Mariana Senne ou Thiago Amoral Produção local: Amanda Medeiros

SÉRIE CARTOCOREOGRÁFICA

Performance | 2014     (Núcleo TRÍADE)

SÉRIE CARTOCOREOGRÁFICA  (English below) 

Por meio de ação performática, a SÉRIE discute e questiona a construção, ocupação e modo-de-vida na cidade: os usos e os fluxos de um território – sua “coreografia cotidiana” – são mapeados, nomeados e “rotulados”. As performances desdobram-se na ação de cartografar, bem como no “ser cartografado”. Nas ações, interage-se com o espaço e com os que usam, ocupam-no. Com fitas adesivas e canetas pilotos, imprime-se rastro do/no espaço vivo: ações cotidianas e corriqueiras como o sentar e esperar, falar ao telefone, engraxar, vender, comprar, conversar, ler, entre outras, ganham – literalmente – um contorno delineado em fita adesiva e um nome ou legenda. Por meio das divisões e organizações plásticas delineadas, novas coreografias do tecido urbano ganham visibilidade, construindo uma instalação das “coreografias ordinário de todo dia”.

SÉRIE CARTOCOREOGRÁFICA

Through performative action, SÉRIE CARTOCOREOGRÁFICA discusses and questions the construction, occupation and way of living in the city: the uses and flows of a territory – its “everyday choreography” – are mapped, named and “labeled”. The performances unfold into the actions involving the mapping, as well as the “being mapped”. In the actions, participants interact with the space and with those who use it, occupy it. With adhesive tapes and markers, the footprints left by and on the living space will be traced: daily and mundane actions such as sitting and waiting, talking on the phone, shoe shining, selling, buying, chatting, reading, among others, gain – literally – an outline marked in tape and a name or label. Through the outlined divisions and plastic settlings, new urban choreographies gain visibility, resulting in an installation of “daily routine choreographies”.

2017

  • Sesc Parque D. Pedro –  São Paulo, BR
  • Sesc Itaquera – São Paulo, BR

2016

  • “Modos de Existir” event – Sesc Santo Amaro – SP, BR

2015

  • Galeria Olido – São Paulo, BR
  • Mostra do Fomento à Dança, Centro Cultural da Penha – São Paulo, BR

2014

  • performáticos_inquietos_radicais, Sesc Belenzinho – São Paulo, BR
  • Sesc Bauru – Bauru, BR
  • Cidade Ocupada – Sesc Campinas, Campinas, BR
  • Circuito Cultural Paulista
    • Teodoro Sampaio, BR
    • Votuporanga, BR
    • Brodowski, BR
    • Presidente Veceslau, BR
    • Presidente Epitácio, BR

 

Coordenação/ Coordination : Mariana Vaz e Adriana Macul

Criação/ Creation: Adriana Macul, Carolina Nóbrega, Laura Bruno e Mariana Vaz